Categoria: Comportamento

Tudo novo de novo

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Eu gosto de uma página em branco. Quando eu escrevo num caderno e rasuro, ou acho minha letra feia, geralmente eu arranco a página e começo de novo. E isso também serve como metáfora pra umas coisas da vida.

Acho importante estabelecer uma rotina e não sou uma pessoa “enjoada”. Mentira, sou. Mas vejam, se eu tenho amigos de década, namoro a mais de um ano (recorde! rs), porque eu não posso segurar um tempão em um trabalho? Posso. Mas do mesmo jeito que fico insatisfeita com a escrita em uma folha de papel, rasgo e começo de novo, faço isso quando vejo que o lugar onde passo 8 horas por dia poderia ser diferente.

Hoje começo de novo, menos de dois meses depois, em um novo emprego. E que seja um período longo e bacana pra mim profissionalmente e ~emocionalmente~.

Eu me pego relendo esse post, leiam também ;-)

Melhore

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Vai entender

Esses dias, resgatei um pouco do meu espírito stalker para observar uma pessoa. Depois de ouvir diversas opiniões de amigos, parei pra sacar o indivíduo. Analisar o comportamento humano. Ficar ligada, essas coisas.

Deve ser muito triste não ter personalidade formada. Ser uma colagem de outras pessoas. Também deve ser triste não saber lidar com os outros, construir relacionamentos duradouros de amizade, conservar, proteger, considerar.

No fim, não vou entrar em detalhes e talvez ninguém entenda, mas só digo uma coisa: aff.

 

A droga do amor*

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01 desejo para o blog: Falar mais sobre relacionamentos. A grande questão que me “bloqueava” muitas vezes era que eu tenho namorado e, mesmo que não seja uma ~superblogueira~, eu estaria expondo outra pessoa a ene leitores.  Depois de conversar com Igor – que não tem o menor problema com isso, por sinal – e de observar a vida dos outros, cá estou.

Neste momento, surgem mil temas na minha cabeça, mas acho que posso discuti-los em vários textos. Então, vou tentar ser menos prolixa e fatiar minhas ideias. Pra agora, vou divagar sobre dor, medo e dependência.

“Me disseram: não arrume namorada, porque amar dói”. Um amigo solteiro soltou essa. Olha, eu concordo que amar dói, só não deixo de recomendar. Poderia enumerar aqui mil motivos para isso, mas não vou. Estar “em um relacionamento sério” com uma pessoa é muitas vezes complicado – brigas, abrir mão, alterações de humor, divergência de ideias –, é COMPLICADO. Mas tudo na vida pode ser complicadíssimo, e se você não fizer o menor esforço pra facilitar, colega, machuca sem pena. Então, correr de relacionamento por medo de sofrer de amor: é para os fracos.

Lá pelo começo do meu namoro, devido a experiências passadas terríveis, eu morria de medo. De estar feliz demais, de a qualquer momento desmoronar, de acabar, de perder, blablabla. Acredito que quando isso passa, você encontra um equilíbrio. Hoje eu tenho um relacionamento tranquilo, dje boas. Acho graça se olham pra mim como se eu fosse um ET, quando em plena sexta-feira estou bebendo com as amigas e o boy tá do outro lado da cidade. Sem ciúmes e sem discussão. Eu adoro esse tipo de “choque”, porque na minha cabeça isso é que é normal e saudável.

Nunca entendi, quando solteira, porque minhas amigas comprometidas tinham tantas limitações. Parte dos casais se afasta da galera, deixam de sair separados. Parece que, do nada, siameses surgem. Eu não sabia qual o contrato que o povo assinava pra viver assim. Agora, julgo que muito disso é medo de ficar só, medo de não achar outra pessoa, medo de levar gaia. Medo, enfim.

Muitas vezes fica claro o desconforto de falar “não posso”, “meu namorado não deixa”, “ele não gosta”. Tipo, tem gente que gosta de tá sempre junto, que bom. E tem gente que faz apenas o possível pra agradar, pra não criar caso, porque o outro prefere do jeito dele. Assim, eu amo um grude de final de semana, adoraria ter mais tempo pra namorar. Mas tem dias que só quero meu brigadeiro e meu seriado. Ou minhas amigas e minha cerveja.

Tem gente que quer o mesmo, mas não faz. Acho que isso é mais costume do que dependência. É uma cultura maluca de que namorar é abrir mão de fazer certas coisas. Vai ver tive a ~sorte~ de encontrar alguém que pensa como eu. Até porque, se não pensasse igual nesse aspecto, a gente não estaria nem 1/10 do tempo que estamos hoje.

Se me permitem um conselho para os seus relacionamentos, aí vai: não se divide vida com ninguém. Você soma coisa boa. Merdas acontecem, e a dependência pode te lascar, porque a rehab vai ser dolorosa. Mais dolorosa que amar, porque acho que a pior dor é a dor de ver o tanto de amor próprio que se perde nessa história.

 

*Quem leu esse paradidático? :P

Desapego

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Meu desapego é meu sossego, meu botequim.

Tem essa música do Moptop que gosto muito. Apesar de a letra significar mais uma preguiça de viver do que qualquer coisa, há uns tempos eu usava essa frase como “guia espiritual”. Sempre fui muito agoniada com as coisas, alok do planejamento, isso desde pequena. Tudo meu era catalogado, desenhado (até a minha casa no futuro, com valor de material de construção e mais) e listado. Você acaba ficando muito ligado nessas coisas e perde de fazer outras, porque não estava escrito.

O lance é desapegar de quem e do que não vale a pena. Porque eu tenho essa dificuldade. Deixar de tempestade em copo d’água. Deixar de correr atrás de gente que caga e anda pra você. E parar que guardar entulho e de ter medo de tirar as coisas de lugar e trocar de móveis – sem sentido figurado, tô falando da decoração do quarto mesmo, rs.

Acho que eu tou entrando na fase mais deixa a vida me levar de todas. E a mais egoísta. Isso provavelmente deve-se muito a minha instabilidade financeira (leia-se: sem salário fixo). Porque mexer com dinheiro de qualquer pessoa, velho, muda qualquer filosofia de vida.

E toda essa história traz o outro lado. Coisas que merecem mais zelo, e o blog aqui entra nessa lista. Resolvi dar mais atenção pras postagens, postar mais e virar problogger. Afinal, gosto de escrever e tenho bastante carinho pelas coisas que consigo fazer sozinha. Enfim.

Saiba identificar se uma paquera vai virar um relacionamento sério

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Eu tinha um ou dois temas reflexivos pra tentar desenvolver, mas deixa pra outros dias. Quero falar de tempo e de amor. Pelos seguintes motivos: 1- Hoje é o aniversário do meu namorado lindo; 2 – Hoje é mesversário de namoro; 3 – Hoje é o dia do amor :P

Antes, eu ficava datando as coisas. Determinando quando cada fase do rolo, relacionamento, etc, podia acontecer. Ou quanto tempo o processo das coisas deve durar. Isso dá uma expectativa danada. E expectativa é uma merda.

Saca a Revista Nova? “Namore depois dos dois meses de rolo”, “dê pra ele apenas na terceira noite”, “~libere geral com X meses de namoro”. Não nessas proporções bregas da dita publicação, mas pra muita coisa a gente tem essa mania de esperar, frear, parar os processos pensando em outras situações, outras pessoas, outros relacionamentos.

– Tá indo muito rápido.
- Mas já casaram?
- Já tá namorando de novo???

Ah, deixa a galera tentar, conseguir ou quebrar a cara. Tamos aí pra isso mesmo.

Na boa, isso nao serve pra nada. Acho que tem mesmo é que deixar rolar. Sentimento não deve ser mensurado por tempo. Acho que o amor nasce , amadurece e se transforma e morre (morre mesmo?) de ene formas diferentes. E acho que eu só descobri isso quando percebi que tava toda errada em ficar contando horas, dias, semanas, pra tomar certas atitudes.

Não aconteceu comigo, só vejo em filme, mas acredito em amor à primeira vista. Por que não, gente? Do mesmo jeito que acredito em sexto sentido. Tá ali, não se explica e muita gente tem.

Me vejo hoje bem diferente da outra Jacqueline, de 6 meses, 1 ano atrás. Parei de ser tão dogmática com relacionamentos. E acho que foi a melhor coisa que  fiz nos últimos tempos.

De qualquer forma, você ainda tem as matérias da Nova (uma delas me deu o título desse post) como guias pra vida :P