01 desejo para o blog: Falar mais sobre relacionamentos. A grande questão que me “bloqueava” muitas vezes era que eu tenho namorado e, mesmo que não seja uma ~superblogueira~, eu estaria expondo outra pessoa a ene leitores. Depois de conversar com Igor – que não tem o menor problema com isso, por sinal – e de observar a vida dos outros, cá estou.
Neste momento, surgem mil temas na minha cabeça, mas acho que posso discuti-los em vários textos. Então, vou tentar ser menos prolixa e fatiar minhas ideias. Pra agora, vou divagar sobre dor, medo e dependência.

“Me disseram: não arrume namorada, porque amar dói”. Um amigo solteiro soltou essa. Olha, eu concordo que amar dói, só não deixo de recomendar. Poderia enumerar aqui mil motivos para isso, mas não vou. Estar “em um relacionamento sério” com uma pessoa é muitas vezes complicado – brigas, abrir mão, alterações de humor, divergência de ideias –, é COMPLICADO. Mas tudo na vida pode ser complicadíssimo, e se você não fizer o menor esforço pra facilitar, colega, machuca sem pena. Então, correr de relacionamento por medo de sofrer de amor: é para os fracos.
Lá pelo começo do meu namoro, devido a experiências passadas terríveis, eu morria de medo. De estar feliz demais, de a qualquer momento desmoronar, de acabar, de perder, blablabla. Acredito que quando isso passa, você encontra um equilíbrio. Hoje eu tenho um relacionamento tranquilo, dje boas. Acho graça se olham pra mim como se eu fosse um ET, quando em plena sexta-feira estou bebendo com as amigas e o boy tá do outro lado da cidade. Sem ciúmes e sem discussão. Eu adoro esse tipo de “choque”, porque na minha cabeça isso é que é normal e saudável.
Nunca entendi, quando solteira, porque minhas amigas comprometidas tinham tantas limitações. Parte dos casais se afasta da galera, deixam de sair separados. Parece que, do nada, siameses surgem. Eu não sabia qual o contrato que o povo assinava pra viver assim. Agora, julgo que muito disso é medo de ficar só, medo de não achar outra pessoa, medo de levar gaia. Medo, enfim.
Muitas vezes fica claro o desconforto de falar “não posso”, “meu namorado não deixa”, “ele não gosta”. Tipo, tem gente que gosta de tá sempre junto, que bom. E tem gente que faz apenas o possível pra agradar, pra não criar caso, porque o outro prefere do jeito dele. Assim, eu amo um grude de final de semana, adoraria ter mais tempo pra namorar. Mas tem dias que só quero meu brigadeiro e meu seriado. Ou minhas amigas e minha cerveja.
Tem gente que quer o mesmo, mas não faz. Acho que isso é mais costume do que dependência. É uma cultura maluca de que namorar é abrir mão de fazer certas coisas. Vai ver tive a ~sorte~ de encontrar alguém que pensa como eu. Até porque, se não pensasse igual nesse aspecto, a gente não estaria nem 1/10 do tempo que estamos hoje.
Se me permitem um conselho para os seus relacionamentos, aí vai: não se divide vida com ninguém. Você soma coisa boa. Merdas acontecem, e a dependência pode te lascar, porque a rehab vai ser dolorosa. Mais dolorosa que amar, porque acho que a pior dor é a dor de ver o tanto de amor próprio que se perde nessa história.
*Quem leu esse paradidático? :P