Tudo sobre amor

Nove de julho

15 . 07 . 2016

No último ano, aconteceu tanta coisa massa que eu nem sei por onde começar. Conheci um mói de gente boa, cheguei mais perto de quem me faz bem – coisa que vai dar até em casamento – e fiz umas escolhas meio malucas, eu sei. Saí de um emprego massa pra viver de freela. Inventei de entrar de novo na universidade pra tentar entender melhor como lidar com as coisas em que acredito. Viajei pouco, mas viajei. E, apesar de todos os tropeços até aqui, devo dizer que tenho dado altas voadoras pra frente.

Pra comemorar essa fase muito doida, fiz 27 anos arrodeada de amor, de mar e com um lindo sábado de sol, coisa rara de ser ver nos meus noves de julho. Acordei cedo, passei na praia, meditei com a brisa do mar, bebi o resto do dia com meus amigos no Mercado da Boa Vista, passei a noite com a minha família. Que sorte :)

Nessa vida, eu sei que nasci com a bunda virada pra lua que rege meu signo mesmo. Por tudo, sou eternamente grata ♥

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Como eu cheguei até o status noiva

14 . 01 . 2016

Até os meus 22 anos, eu achava que nunca ia casar.

Beleza, exagerei. Quando eu era pirralha achava sim – como a maioria das meninas – que iria casar, ter filhos e tudo mais. Aí chegou a adolescência, chegaram as espinhas, as nóias e os meninos ruins. Os amores não correspondidos e as decepções. E aquele bom e velho drama de que nada vai dar certo.

Aí eu cresci, fiquei mais ~apresentável e mais segura de mim. Entrei na faculdade e comecei a trabalhar. E conheci mais gente. Saíram os meninos, chegaram os homens (não menos ruins) trazendo mais decepções e mais amores não correspondidos. Depois de uma ou outra tombada, eu decidi que não tava nem aí, mesmo que lá no fundo eu estivesse sim. Mesmo sabendo que eu era o ~tipo de pessoa~ que, apesar do jeitinho não convencional, queria casar e viver aquela vida de comercial de margarina. Isso não é problema nenhum, obviamente, mas eu começava a achar que não ia acontecer comigo, por mais que eu quisesse. Que era o meu carma.

Mas em janeiro de dois mil e doze eu conheci Igor Pimentel e as coisas começaram a mudar.

Conversamos, ficamos, namoramos. E Igor hoje é meu melhor amigo e muitas vezes, no olho do furacão das brigas que rolaram durante estes quase quatro anos, eu achei que nunca poderíamos terminar brigados, porque eu não admitiria perder de ter um cara tão legal na minha vida. E os furacões passaram, seguidos de algumas outras tempestades, mas a gente segue resistindo a todas as rasteiras da vida. Um ao lado do outro. E nessa história de vida juntos, rolou um passo que talvez nem fosse tão esperado. Que talvez nem “combine” muito com o casal, mas que representa um ritual importante pra mim e pra ele.

No dia nove de janeiro de dois mil e dezesseis, eu e menino Igor ficamos noivos.

E isso é a vida mostrando que a gente nunca sabe de nada mesmo. E agora a gente nem sabe como vai ser, nem os caminhos que vamos pegar pra chegar lá. Mas vamos em frente. Vai dar tudo certo. Vamo que vamo.

Caras, eu vou me casar.

olha só que joia de casal de padrinhos

olha só que joia de casal de padrinhos

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Sobre casais fofos

09 . 04 . 2015

Sinceramente, não acho fofo esse negócio de casal fofo.

Na maioria das vezes, um casal fofo é aquele inseparável, que faz tudo junto. Talvez eles até caguem ao mesmo tempo. Esse “modelo” de casal costuma ser bem meloso, faz declarações públicas de amor, de devoção, de perfeição mútua, almas gêmeas, coisa e tal.

O tanto que acho isso insuportável.

Dia desses, li num blog (de casal), uma coisa que me deixou absurdada: as agendas deles mudaram por uns dias, eles estavam vivendo rotinas diferentes e se encontrando pouco. Daí o rapaz fala algo como “minha felicidade depende 99% dela”, porque percebeu que não conseguia passar tanto tempo longe.  Detalhe: eles moram na mesma casa. Detalhe 2: tanto tempo era coisa de uma semana.

Bom, não vou entrar no mérito de um relacionamento apenas e exclusivamente, porque cada um faz o que quer da sua vida. Eu, que namoro há três anos com um cara que mora um tanto quanto longe de mim e que tem uma rotina no mínimo diferente, não consigo entender. E não consigo achar saudável. Essa coisa do outro ser seu mundo, sua fonte única de alegria, de energia, seu tudo-que-existe-de-melhor. Talvez, em outro tempo, quando eu me sentia uma pata desengonçada e achava que era impossível ser interessante pra alguém, talvez ali, eu me identificasse. Hoje, não entra na minha cabeça um estado de dependência em um relacionamento. E tanto faz se é algo unilateral ou não.

Assim como não cabe essa coisa de pedir permissão pra isso e aquilo, de precisar de vale-night, de não viver sua vida de boa. Pode ser que eu viva em outro planeta, e que bom que eu vivo, mas por aqui a gente resolve de outra forma. Por aqui, aprendi que é preciso rolar respeito, confiança, espaço. De vez em quando, o espaço é grande e vira saudade, mas saudade não é agonia, não é angústia, não devia ser motivo de tristeza. E o tal do casal fofo tem mania de ser melancólico, romântico, dramático. A vida já é um drama por si só, gente. No amor, a gente precisa ser leve. Ok, não dá pra ser sempre, mas a gente precisa sempre tentar. Quando é leve, sem neura e sem frescura, certamente é mais doce.

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01 pergunta irritante

22 . 01 . 2015

Já aconteceu várias vezes. Tô numa festa, num evento, num concerto, em qualquer coisa. Chega alguém e segue o diálogo:

– Oi, Jacque! E aí, tudo bom?
– Opa, tudo certo! E tu, tranquilo?
– Sim, tudo!
– :D
– :D
– …
– Ei…mas cadê Igor, hein?

Galera, beleza. Eu namoro com Igor há três anos, não acho ruim e entendo que é normal perguntar por ele, eu pergunto pelos chegados dos meus amigos também. Juro que não tô sendo ranzinza. O lance é o tom. Por ele, a gente percebe quando a pessoa não tá perguntando se meu namorado tá bem, se tá tudo certo, como vai a força, etc. É isso aqui que a pessoa quer dizer:

– Tais fazendo o quê aqui sem Igor, hein???????

Quem conhece a gente sabe que, com uma frequência maior que muitos casais por aí, fazemos muitas coisas separados. Não raro você vai me encontrar bebendo com amigas, solteiras ou não (porque parece ser relevante o status de relacionamento dos outros também), sem Igor. Ou vai ver ele num show de brega — mesmo não sendo esse o tipo de música que ele escuta, só pra acompanhar um grande amigo. Às vezes eu fico desgraçada da minha cabeça, tentando entender como pode ser normal duas pessoas virarem “um casal” apenas, perdendo a individualidade. Parece que acham que viver livre, leve e solta não combina com o fato de estar em um relacionamento ~sério~.

Parem com isso, é uma coisa muito piegas. E me faz parecer anormal, o que é bizarro, se o meu normal é fazer coisas que eu gosto independente da companhia. Por muita sorte na vida eu tenho ótimos amigos pra compartilhar e dividir momentos distintos, com gente idem. Não dá pra viver encangado. Se não há confiança, ou seja lá o que falta, pra deixar o outro ir e vir, qual o sentido, na moral?

Ninguém é metade de ninguém, minha gente. Veio todo mundo completo de fábrica.

01passaro

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