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Ano um

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Sempre acreditei no amor. Desses que acontecem à primeira vista, ou daqueles que rolam depois de 10 anos de amizade. Sempre achei que pudesse existir lealdade e liberdade vivendo juntas e felizes, no meio do casal. Afinal, relacionamento sério é escolha, e se você escolhe uma “parêa”, que honre com isso. E que viva por si, também, porque 2 = 1 + 1, e cada um tem que ter seu espaço e seus quereres individuais.

Nunca acreditei que fosse pra mim. Aliás, acreditei, em mil sonhos que nunca viraram coisas concretas. Chorei demais por amor ou coisa parecida, e passei anos solteira quebrando a cara e experimentando o gosto ruim de me decepcionar. Sempre fui romântica, vide parágrafo acima. Desisti de pensar que eu pudesse ter uma história legal com uma pessoa legal, pois simplesmente não havia “nascido pra isso”.

Daí que numa dessas ficadas sem compromisso, e depois de aprender tanto, eu me envolvi. Como nunca tinha antes e a ponto de “porra, se esse cara não me pedir em namoro hoje, eu peço!”. Espetinho ali, cerveja aqui, conversas demais e silêncio longo depois, rolou. E, em 17 de março de 2012, fechamos um bar comemorando a oficialização do  ”tão namorando” já previsto pelos amigos. De lá fomos ao Supermercado Extra brindar com Heineken quente, já que o garçom não deixou a gente pegar a saideira, hahahha. Enfim.

Um ano depois, eu acho que encontramos o equilíbrio. A gente briga, claro, somos diferentes em várias coisas, ótimo; mas estamos bem. É massa ver que outros casais usam a gente como referência, que amigos meus viram amigos dele, que as pessoas ficam felizes em ver a felicidade que conseguimos construir. Temos planos, ideias, sonhos. Tem paixão, carinho e amizade. Eu, que não sou de rezar, me pego muitas vezes olhando pro céu e agradecendo, porque, além do amor, ele trouxe pra mim várias outras coisas. Sou uma pessoa bem melhor nesse dia dezessete de hoje.

Igor, brigada, te amo.

A droga do amor*

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01 desejo para o blog: Falar mais sobre relacionamentos. A grande questão que me “bloqueava” muitas vezes era que eu tenho namorado e, mesmo que não seja uma ~superblogueira~, eu estaria expondo outra pessoa a ene leitores.  Depois de conversar com Igor – que não tem o menor problema com isso, por sinal – e de observar a vida dos outros, cá estou.

Neste momento, surgem mil temas na minha cabeça, mas acho que posso discuti-los em vários textos. Então, vou tentar ser menos prolixa e fatiar minhas ideias. Pra agora, vou divagar sobre dor, medo e dependência.

“Me disseram: não arrume namorada, porque amar dói”. Um amigo solteiro soltou essa. Olha, eu concordo que amar dói, só não deixo de recomendar. Poderia enumerar aqui mil motivos para isso, mas não vou. Estar “em um relacionamento sério” com uma pessoa é muitas vezes complicado – brigas, abrir mão, alterações de humor, divergência de ideias –, é COMPLICADO. Mas tudo na vida pode ser complicadíssimo, e se você não fizer o menor esforço pra facilitar, colega, machuca sem pena. Então, correr de relacionamento por medo de sofrer de amor: é para os fracos.

Lá pelo começo do meu namoro, devido a experiências passadas terríveis, eu morria de medo. De estar feliz demais, de a qualquer momento desmoronar, de acabar, de perder, blablabla. Acredito que quando isso passa, você encontra um equilíbrio. Hoje eu tenho um relacionamento tranquilo, dje boas. Acho graça se olham pra mim como se eu fosse um ET, quando em plena sexta-feira estou bebendo com as amigas e o boy tá do outro lado da cidade. Sem ciúmes e sem discussão. Eu adoro esse tipo de “choque”, porque na minha cabeça isso é que é normal e saudável.

Nunca entendi, quando solteira, porque minhas amigas comprometidas tinham tantas limitações. Parte dos casais se afasta da galera, deixam de sair separados. Parece que, do nada, siameses surgem. Eu não sabia qual o contrato que o povo assinava pra viver assim. Agora, julgo que muito disso é medo de ficar só, medo de não achar outra pessoa, medo de levar gaia. Medo, enfim.

Muitas vezes fica claro o desconforto de falar “não posso”, “meu namorado não deixa”, “ele não gosta”. Tipo, tem gente que gosta de tá sempre junto, que bom. E tem gente que faz apenas o possível pra agradar, pra não criar caso, porque o outro prefere do jeito dele. Assim, eu amo um grude de final de semana, adoraria ter mais tempo pra namorar. Mas tem dias que só quero meu brigadeiro e meu seriado. Ou minhas amigas e minha cerveja.

Tem gente que quer o mesmo, mas não faz. Acho que isso é mais costume do que dependência. É uma cultura maluca de que namorar é abrir mão de fazer certas coisas. Vai ver tive a ~sorte~ de encontrar alguém que pensa como eu. Até porque, se não pensasse igual nesse aspecto, a gente não estaria nem 1/10 do tempo que estamos hoje.

Se me permitem um conselho para os seus relacionamentos, aí vai: não se divide vida com ninguém. Você soma coisa boa. Merdas acontecem, e a dependência pode te lascar, porque a rehab vai ser dolorosa. Mais dolorosa que amar, porque acho que a pior dor é a dor de ver o tanto de amor próprio que se perde nessa história.

 

*Quem leu esse paradidático? :P

Saiba identificar se uma paquera vai virar um relacionamento sério

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Eu tinha um ou dois temas reflexivos pra tentar desenvolver, mas deixa pra outros dias. Quero falar de tempo e de amor. Pelos seguintes motivos: 1- Hoje é o aniversário do meu namorado lindo; 2 – Hoje é mesversário de namoro; 3 – Hoje é o dia do amor :P

Antes, eu ficava datando as coisas. Determinando quando cada fase do rolo, relacionamento, etc, podia acontecer. Ou quanto tempo o processo das coisas deve durar. Isso dá uma expectativa danada. E expectativa é uma merda.

Saca a Revista Nova? “Namore depois dos dois meses de rolo”, “dê pra ele apenas na terceira noite”, “~libere geral com X meses de namoro”. Não nessas proporções bregas da dita publicação, mas pra muita coisa a gente tem essa mania de esperar, frear, parar os processos pensando em outras situações, outras pessoas, outros relacionamentos.

– Tá indo muito rápido.
- Mas já casaram?
- Já tá namorando de novo???

Ah, deixa a galera tentar, conseguir ou quebrar a cara. Tamos aí pra isso mesmo.

Na boa, isso nao serve pra nada. Acho que tem mesmo é que deixar rolar. Sentimento não deve ser mensurado por tempo. Acho que o amor nasce , amadurece e se transforma e morre (morre mesmo?) de ene formas diferentes. E acho que eu só descobri isso quando percebi que tava toda errada em ficar contando horas, dias, semanas, pra tomar certas atitudes.

Não aconteceu comigo, só vejo em filme, mas acredito em amor à primeira vista. Por que não, gente? Do mesmo jeito que acredito em sexto sentido. Tá ali, não se explica e muita gente tem.

Me vejo hoje bem diferente da outra Jacqueline, de 6 meses, 1 ano atrás. Parei de ser tão dogmática com relacionamentos. E acho que foi a melhor coisa que  fiz nos últimos tempos.

De qualquer forma, você ainda tem as matérias da Nova (uma delas me deu o título desse post) como guias pra vida :P

Sobre o amor pelo trabalho

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Confúcio, por Karin Åkesson

Sempre acreditei que poderia fazer alguma coisa que eu realmente amasse, e que isso ia me dar uma boa grana. Depois que caí na real de que não poderia ser arquiteta, engenheira civil ou engenheira eletrotécnica – porque não gosto de geometria, cálculos e não tenho paciência pra ciências exatas – percebi que nem sempre o amor é correspondido nesse caso profissional, assim como em qualquer outro. Eu era apaixonada e tinha várias revistas de arquitetura, mas ela tinha princípios básicos que não rolavam pra mim. E aí você vê que precisa procurar alguma coisa na qual você se encaixe. Porque o mundo não vai mudar pra você, né?

Bem, saindo dessa consultoria vocacional, rs, percebi que meu negócio era Comunicação. Que barra. Vou morrer de fome. Na época que prestei vestibular, Publicidade parecia a melhor opção pra mim, que queria focar em ~coisas online~. Hoje, no último ano de curso, não me arrependo da escolha (talvez da faculdade). Eu sou doida por esse troço. E acho que realmente tenho vocação pra isso.

Demorei pra perceber o que eu poderia fazer dentro da área até encontrar. Encontrei e fui atrás de emprego. Achei, fiquei, gostei, saí de dois ou três. Peguei ótimas experiências. Só que o amor…ainda não achei o amor. Aliás, até achei. Mas tive medo de me logo jogar nele de cabeça. Só que até pra isso tem timing também. E aí eu pergunto: Será que rola fazer o que se ama primeiro, e deixar o dinheiro, os benefícios, a zona de conforto, pra depois?

Calma, cara

O meu jeito de levar a vida é sempre nessa coisa emocional. Penso pouco só com a cabeça. Talvez seja por isso que choro tanto. E acho triste, muito triste, fazer o que você não gosta. Seja lá por dinheiro, comodidade ou até necessidade mesmo. Quando me vejo nessas situações, onde o amor acabou, ou nunca existiu, fico agoniada. É isso que me incomoda agora. Ainda mais quando existe amor fora da zona de (des)conforto.

Concordo muito com essa frase que coloquei aí no início. E é isso que quero seguir daqui pra frente. E recomendo. Dá um jeitinho aí, se organiza. Junta uma grana, engole mil sapos nesse trabalho chato que você tá hoje, lida com chefe mala, xinga, se estressa, chora. Mas pensa no que você queria fazer. Pensa se não dá pra tentar arriscar transformar teu amor platônico em algo concreto. E tenta.

~Aguardem cenas dos próximos capítulos, que esse post foi bem desabafo.

vinteedois.

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Fiz 22 anos sábado e acho importante demais comemorar novas idades. E gosto de dar festas e receber os amigos. Esse ano, com a grana apertada mas querendo novamente juntar muita gente querida, fiz uma Vaquinha pra realizar o Aniversário Mais Esperado/Bonito da Cidade (segundo pesquisas). Quebrei uma regra que tinha como lei pra mim –> só faz festa quem pode.

Aí muita gente colaborou com dinheiros, confirmou presença, me deu força, me deu ideias, me deu mãos. E tudo foi tomando forma. No dia 9 eu quis que tudo fosse perfeito, mas tinha um São Pedro e sua chuva no meio do caminho pra me desmotivar, a falta de um garçom pra me fazer sapatear pra lá e pra cá, ajudando a servir e tentando administrar as coisas, deixar tudo ok.  Também tinha uma semana antecedente muito corrida, falta de tempo, o que contou bastante. No fim das contas não saiu do jeito que eu queria: nem a organização da party hard, nem a minha maquiagem e nem o meu cabelo :P

Só que ontem parei e, quando a ressaca passou, comecei a pensar em tudo. Na gente que foi de ônibus, debaixo de chuva, pra me dar um beijo. Galera que chegou mais cedo (Obrigada, Fifo, Ti, Rob) para agilizar a arrumação das coisas e aguentar uma aniversariante com touca no cabelo. Vó cansada, mas lá, ajudando a servir refrigerante, arrumando as comidas. Rodrigo e Fifo, novamente, se revezando pra fazer o churrasco acontecer. Bonitos e bonitas que trabalharam e podiam estar descansando a beleza, ficando com a gente até pra lá da madrugada. Bonita que ia trabalhar no outro dia de manhã muito cedo, e estva lá também. Povo fazendo caipirosca pra uma Jacqueline pidona. Grávida, devidamente explorada por 6 horas fazendo cupcakes no dia anterior,  que tava lá, carregando o buchão e cantando parabéns. A chuva que passou, o estresse invernal, minhas nóias que foram diminuindo conforme a bebida ia agindo (hahahaha). Amigos de muito tempo, amigos que conheci faz pouco, vôs e tios e primos, mãe e irmão, e irmãs, todo mundo junto, comigo.

Cara, eu só tenho a agradecer. Porque eu me senti e me sinto muito querida. Porque eu tenho amigos, muitos e de verdade e que demonstram tanto carinho ♥.

(Fotos no Flickr)