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Sobre o iPhone e outras coisas mais importantes

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Olha, não espero muito que vocês entendam meus “posts de quinta”, porque geralmente eles são desabafos. E se tem uma coisa que eu aprendi é que ninguém é obrigado a compreender os mimimis dos outros, cada um sabe onde seu calo aperta, afinal.

Esse texto tem um GRANDE potencial de ficar confuso, mas deixa eu tentar organizar. Primeiro, preciso falar das coisas que eu levo a sério:

- Onde eu invisto meu tempo;
- Onde eu invisto meu dinheiro;
- O fato de estar desempregada/sem salário fixo bonitinho;
- O fato de estar acima do peso que se mantinha o mesmo desde 2010;
- TCC;
- Ano-novo.

Vamos lá, uma coisa que me motivou a escrever aqui foi o fato ocorrido em 4 de novembro, numa linda manhã de sol perto do Parque da Jaqueira: perdi meu iPhone. Posso a partir daí despejar um monte de lamentações, desde o “como foi que eu deixei essa porra cair?”, passando pelo “como não percebi que caiu assim que caiu?”, até questionamentos sobre o comportamento das pessoas em sociedade.

Porque, da mesma forma que não entendo como um cara tem a coragem de —

PARÊNTESE GIGANTE

(na fila do ônibus, colocar o pé em cima de R$ 50 que a pessoa da frente deixou cair, na esperança de conseguir resgatar o dinheiro sem ninguém notar. Lembrei dessa cena agora, eu tava exatamente atrás do cidadã. Se sentindo “encurralado”, ele tirou o pé de cima da grana e soltou um - olha, seu dinheiro),

eu não entendo também como um flanelinha, por mais lascado que seja, vê uma pessoa perder um objeto e não mostra. Podia ser um flanelinha, mendigo, uma perua, o papa. Ele viu. Eu sei que ele viu quando caiu porque, enquanto eu olhava pra ele achando estranho como ele me encarava, o puto só esperava eu virar as costas. Agora sei disso.

“Como eu não percebi que caiu assim que caiu?”

Não sou rica. Paguei meu iPhone e ~símbolo de status social~ à vista, depois de virar noites trabalhando num job. Foram duas felicidades pouco antes do Natal: Um job bonito no ar e meu celular no bolso. Lindo, novinho, suado. Como todas as coisas que eu comprei. Suadas, trabalhadas. Meu desapego é meu sossego, sim, e não é a questão de não ter mais um objeto. É de tudo que ele carrega consigo, e que eu simplesmente deixei cair na mão de outro.

E aí você vem com o papo de que a maioria das pessoas é solidária, as pessoas se ajudam, etc etc. E eu acredito nisso. Mas derruba teu celular no chão pra você ver. É muita sorte alguém te devolver, principalmente se, ao contrário do que aconteceu comigo, cair e alguém achar por acaso. Meu namorado perdeu a carteira no ônibus dia desses. Voltou com os documentos. Os R$ 100? Não, meu velho. Aí já é pedir demais. Poderia ter sido pior. Poderia ter sido melhor, também. Poderia não ter acontecido.

“Como eu não percebi que caiu assim que caiu?”

Eu fico remoendo as coisas mesmo. Estou sem um trabalho regular (preciso de controle na minha vida), e com medo do mercado que me espera (ou não) quando eu concluir a bendita faculdade. Foi só um celular, mas mexeu com meu dinheiro, mexeu com meu tempo gasto pra conseguir as coisas. Mexeu (e remexeu) com minha visão sobre as pessoas e sobre a sociedade. Continuo pessimista.

Outra coisa é que  2012 não tinha rendido tanta coisa boa quanto 2011. Eu saí de um emprego regular pra um ruim, até chegar em nenhum. Não viajei nem metade do que queria, não comecei algo novo e diferente. De coisa boa, posso contar nos dedos, e a mais significativa de todas, sem meia dúvida, foi ter conhecido Igor.

Daí fazendo um retrospecto, 2012 começou mal. Fiquei naquela de não deixar a peteca cair (gente?), mas meio que deixei. Fui levando as coisas na maciota e sinto que poderia ter feito mais.

E, voltando ao início, não espero que vocês compreendam meus dramas. Mas lá no fundo, eu espero isso sim. Não é nem questão de aceitação, ou de dosar problemas e o que é mais importante. Isso varia. É só a minha mania de justificar as coisas. O lance é eu quero emagrecer, mesmo não sendo gorda. Quero mais da minha profissão/formação, quero ganhar mais dinheiro. Quero viajar mais, quero gastar mais. Quero aprender violão, quero reformar meu quarto. Quero comprar um iPhone de novo. E, na boa, existe algum mal em querer?

Feliz 2012

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Tô aqui, do pior jeito possível, mas com a melhor das intenções pra desejar um bom ano pra todo mundo. Eu comecei de um jeito torto, me arrumei, comprei roupa nova e terminei a primeira madrugada do ano…deitada, de pijamas e vendo Damages. Não vale explicar, mas é bom pra aprender. E queria repassar as lições desse primeiro dia do ano pra quem tá lendo:

- Se rebele, não tem idade pra isso;
- Faça as suas vontades primeiro (se elas não prejudicarem ninguém). Primeiro você, seja egoísta;
- Não espere pelos outros, não dependa dos outros;
- Não seja trouxa;
- Saia sozinho(a). Não tenha medo de ser perder, como eu;
- Corte sua própria franja, pode dar certo.

E, se sua virada foi uma merda como a minha, levente a cabeça. A gente tem 365 dias pra fazer direito ;-)

Uma resolução só

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Sempre fui uma dessas que anota numa lista tudo o que quer que aconteça no ano que chega, as famosas resoluções de ano novo. E digo mais: pegava o papelzinho, colocava num lugar secreto e, de vez em quando, ia dar uma conferida e marcar o que já tinha (ou não) acontecido. E qual não era a minha decepção ao chegar no fim do ano, e ver que não tinha realizado nem metade do que eu queria?

Então, no momento em que estou escrevendo este post, peguei o Moleskine vermelho que carregou a minha lista para este ano. E a surpresa? 80% do que só dependia de mim eu consegui “resolver”. Isso dá 60% da listinha checked. Recorde!

Só que mesmo com essa marca, já resolvi. Não brinco mais.

anonovo

via DeviantArt

Sabe por quê? Porque 365 dias é muita coisa. Muuuuita. Fazer a lista e comparar um ano depois é… perda de tempo. Gasto inútil de fosfato. Um dos itens para 2010 era passar no concurso X. Hoje, não me vejo em droga de serviço público nenhum. Outro, era viajar para Natal/RN. Fui pro SWU, e outra viagem não fazia mais $entido. Botei lá “encontrar o cara certo” e não topei com nenhum.

Percebi, olhando pro caderninho, que não tinha ligado muito para minhas anotações dessa vez. Simplesmente abstraí. E fui feliz. Agora, tô cheia de projetos, muita coisa andou pra frente e acredito que 2011 tem tudo pra ser um ano incrível. Tou indo otimista, mais confiante do que em anos de checklist.

Não vou dizer que devemos esquecer as metas, os objetivos  e muito menos te influenciar a deixar de fazer listas, até porque eu não vivo sem elas. Mas esqueça essa palhaçada de resoluções de ano novo, não crie expectativas e seja feliz ;).