Tudo sobre cinema

Em poucas linhas: filmes que consegui assisti antes do Oscar

22 . 02 . 2015

oscarzins

Oscar e Carnaval: uma mistura que não combina pra mim. A vida é feita de prioridades, e a minha é a festa. Quando saiu a lista oficial, baixei os filmes e prometi maratonar esse mês, quem disse que consegui? Muita coisa pra resolver, uma semana de festa e, pronto, os filmes ficaram de lado.

Tava esperando conseguir assistir pelo menos toda a categoria de Melhor Filme até hoje, mas…não deu, só vi metade. Sei que vários eu vou ver de qualquer jeito, independente do resultado, afinal, Oscar nunca é unanimidade.

Fiz um resumão das minhas impressões dos quatro filmes. Escrevi logo após ter visto cada um :)

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Um filme muito louco e, pra mim, divertido. Tem o tipo de humor e insanidade que eu gosto de ver, e que é difícil de achar. Michael Keaton tá sensacional como Riggan Thomson, os outros personagens também são bons (gente, e o cara do Se Beber Não Case altamente diferente?). Gosto de como foi abordado o ostracismo, a fama, o meio artístico, as diferenças entre teatro e cinema. Gosto de metalinguagem. A escolha do ator provavelmente proposital, como um ator de filme super heroi esquecido e já superado, é muito maravilhosa. Tô tentando ainda distinguir o que era viagem e o que era realidade, mas posso dizer que o final me lembrou outro filme que adoro (e não vou dizer qual pra não soltar spoiler) e a minha interpretação é: o mundo é uma viagem, haha.

O Jogo da Imitação

“Esperava mais”, foi o que falei quando terminei o filme. Amo Benedict, ele tá sensacional. Ponto. A história é certinha, razoavelmente bem contada e prende. Mas é só. Filmes no contexto de guerra sempre me emocionam bastante, a estupidez com que minorias são tratadas também me emocionam demais, mas nada disso me tocou o suficiente no filme, só no final. O enredo é mastigado demais pra algumas coisas, deixa sem nexo um monte de outras interessantes (tipo, como que funciona a porra da máquina?). Enfim. As motivações e sentimentos de Turing são meio que explicadas por flashbacks que falam mais do que é necessário, ok, flw, vlw. Vai ver minhas expectativas tavam muito altas. Acho que é o típico filme que ganha Oscar, mas certamente há outros mais tocantes e simpáticos na lista.

Whiplash

Apenas apaixonada. Amo histórias sobre o ~(sub)mundo da música, então uma dessas que é ambientada no cenário do jazz não seria diferente pra mim. Andrew é sensacional, Fletcher é implacável, pra mim o Oscar já pode ir ficando com J.K. Além de uma soundtrack foda, o lance de falar sobre disciplina, limites (ou não) do aprendizado e métodos pauleira de ensino são questões que fazem pensar bastante. Quer dizer que certos tipos de abuso, egoísmo e prepotência aliados à ambição são bons meios pra se chegar naquilo que se deseja? Achei um negócio arretado de se perguntar no final do filme. Sei que, até agora, foi o filme que mais gostei dos personagens e onde mais me importei com o destino deles mesmo.

O Grande Hotel Budapeste

Eu tentei ver esse filme em casa e…dormi. Consegui assisti no São Luiz, o cinema mais lindo da cidade, não sem dar aquela pescadinha no início. Apesar dos diálogos sempre ágeis, é um filme meio chato até seu segundo capítulo. Quando começa de fato a correria e aventura, ele cresce bastante. Não sou conhecedora do trabalho de Wes Anderson, o diretor mas, puta merda, que estética. Tudo é lindo: figurinos, cenários, fotografia. O JEITO que o cara filma, os travellings, a simetria, plmdds. Eu namoro com um cara que entende e trabalha com vídeo, meu olhar apurou muito por isso, e ficamos os dois bem encantados. Ah, sobre a história…é legal, enredo é mais ou menos e parece um livro narrado (a coisa mais legal). Gostei do humor jocoso, Ralph Fiennes está apenas incrível junto com um elenco que, olha, esse diretor deve ter uma senhora moral pra reunir tanta gente boa em participações humildes.

***

A pergunta que não quer calar: tenho um preferido? Sinceramente, não sei se Birdman ou Whiplash. Sei que esse segundo tem quase nada de chances e o primeiro pode surpreender, ficaria feliz. COmo o Oscar me dá altas decepções sempre (O Discurso do Rei, tô olhando pra você), vou ver só pela vibe e por Neil Patrick Harris.

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OMGs da semana #13

26 . 05 . 2014

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[a] Quanto as bandas cobram por show
Já tô aqui juntando dinheiro pra Justin Timberlake e Lana Del Rey no meu casamento.

[b] Rupert “Rony” Grint e seu talento pra cantor
Já sabemos que Rup é um ator fera, com vida além de Harry Potter. E agora já vejo potencial para uma boy band banda indie, é bem a cara dele. Voz o menino tem.

[c] John Mayer faz cover de Beyoncé
Desconhecia essa XO e, gente, todo o amor por esse homem <3

[d] Trailer de Interestelar, filme novo do Christopher Nolan com o Matthew McConaughey
Não sou a maior fã de ficção científica, mas me interessa bastante essa nova onda de filmes com premissas bem reais de escassez de recursos naturais. Acho que vale apostar pelo Nolan e pelo agora Oscarizado™ Matthew (aliás, assistam Clube de Compras Dallas).

Obs: bateu saudade de Rust Cohle :'(

[e] Vergonha alheia: o novo clipe do Latino
Só consigo ter pena dos cães, tadicos. Qual a necessidade disso?????

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Ela: uma visão sobre os relacionamentos num futuro próximo

25 . 02 . 2014

ELA
Spike Jonze

Ano: 2013
Gênero: Ficção Científica / Romance
Elenco: Joaquin Phoenix, Scarlett Johansson, Amy Adams, Rooney Mara, Chris Pratt, Olivia Wilde
Duração: 126 minutos
Nota: 9

Em um futuro não muito distante, o escritor solitário Theodore (Joaquin Phoenix) compra um novo sistema operacional desenhado para atender todas as suas necessidades. Para surpresa de Theodore, começa a se desenvolver uma relação romântica entre ele e o sistema operacional. Essa história de amor não convencional mistura ficção científica e romance em um doce conto que explora a natureza do amor e as formas como a tecnologia nos isola e nos conecta.

– Sinopse oficial, via Omelete

Antes de mais nada, devo avisar que este texto contém spoilers. Acredito que eles não vão tirar o gostinho de quem for assistir ao filme, já que tem muita coisa pra se ver e se sentir em duas horas de muitos diálogos marcantes. Só catei algumas partes pra exemplificar um pouco do que faz dessa história um grande romance. Pelo menos pra mim.

Theodore tem uma profissão que me chocou um pouco, mas só por alguns minutos: ele escreve cartas, assinando por outras pessoas que querem transmitir seus sentimentos pra alguém. Depois de achar meio absurdo, eu percebi que nós que trabalhamos com comunicação fazemos muito disso. E que com todo o contato “impessoal” que temos através da internet, nem sempre podemos estar falando com quem se espera. Nunca se sabe o que pode estar do outro lado de um chat.

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Joaquin Phoenix tá incrível no papel. Porque ele passa uma melancolia que chega a doer, chega a perturbar como o cara é/está introspectivo e solitário. Isso intercalado com flashbacks de um relacionamento aparentemente feliz e leve. Aí cabe uma análise de como esse entra-e-sai de gente na vida de alguém molda tanto o jeito como convivemos e encaramos a vida. No caso dele, parece que só a esposa era o suficiente, que as coisas giravam ao redor do casamento e pronto. E quando acaba, o que acontece?

No filme, depois de tanto isolamento, Theo vê a propaganda de um sistema operacional com inteligência artificial (sry, rimou). Aqui, deixa eu voltar um pouco pra contextualizar com o mundo em “Her”. A tecnologia avançou mas não é uma coisa surreal, tudo parece melhoria do que existe hoje. Os celulares são menores e o que predomina é o comando de voz, uma Siri 2.0 super desenrolada interage mais com nosso personagem do que ele com o mundo ao redor. Percebemos que não é uma exclusividade dele. Todos estão muito ocupados com seus gadgets , e já não causam muito espanto certas atitudes nonsense, como andar sozinho de olhos fechados no meio de um parque. Até uma tendência que eu não entendi porque estava na moda – usar calça na altura da cintura – é perfeitamente plausível; vivemos buscando referências do passado pra usar no presente.

Quando Theodore começa a conversar com Samantha (Scarlett Johansson sendo maravilhosa só com a sua voz rouca), é estranho, porque ela não é uma pessoa de verdade, mas age como se fosse. É uma supermáquina, com reações e sentimentos determinados a partir de uma inteligência simulada por seres humanos, e que reage a estímulos externos, como um suspiro, por exemplo. Mas nós não funcionamos também desse jeito? E tudo que ela causa nele é real. A gente se importa com um personagem de seriado ou de um livro, a gente chora quando um artista morre, nos apaixonamos por um cantor de rock. Tudo isso é emoção de verdade, mesmo que o outro lado não exista ou não se importe. Os sentimentos são reais quando você sente, mesmo que não sejam recíprocos.

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O massa é que nosso personagem passa por alguns dilemas, e nós também. A ex-esposa acha que ele não consegue encarar um “relacionamento de verdade”. Nós achamos um pouco bizarro amar algo que fisicamente não existe (e nesse sentido, a visão de Samantha sobre estar “dentro” de um corpo é bem interessante).  Ele acha isso estranho e inadequado em vários momentos. Até que passa a aceitar, e isso se deve muito aos outros personagens de carne e osso da trama.

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Amy (Amy Adams), Paul (Chris Pratt) e a moça que ele namora são bem importantes nessa aceitação. A primeira mostra que é possível, sim, ter uma amiga de mentirinha e ser feliz assim. Chris e a namorada são o casal amigo que chamam Theo e Samantha pra sair, e se divertem com eles de boa. São momentos que mostram que a interação entre pessoas ainda existe, mesmo que menor; ela não morreu. E como é importante que essas pessoas tenham a cabeça aberta pra que as outras se sintam mais livres em viver do seu jeito. Cara, podemos aplicar isso em várias situações da vida agora.

Oscar Nominations

E tem o lance de contato físico. Como pensar em um namoro sem beijos, abraços, carinho, mãos? Dependemos tanto disso que namoros à distância são prova de fogo. Pra mim, a grande lição de Ela é que: você tem que ser feliz e pronto, é isso o que importa. Tem uma cena em que eles cantam essa música que é tão linda,  mas tão linda, que pra mim foi o momento de catarse. Porra, ele é feliz!

Por fim, digo que fiquei muito grata por ver Her. Admiro autores que tem uma visão do futuro bem resolvida (atualmente tô lendo o segundo livro da quadrilogia Feios e curtindo). O final é uma barra pesadíssima, e por isso e outras coisas minha nota foi ~9~.

Importante dizer que ele teve algumas indicações pro Oscar, incluindo melhor filme e melhor roteiro original. Ainda tô terminando minha maratona pra premiação, mas já digo que trocaria fácil Christian Bale por Joaquin na lista de melhores atores.

PS: Esse é o post #200 do bloguinho <3

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Vício ressurge

23 . 07 . 2012

Batman já estreou e tal, tá uma corrida por torrents e legendas. Como eu sou muito tradicional, já garanti meu ingresso pra primeira sessão por aqui (aquelas de meia-noite, sabe?) e já separei meus dvds do Begins e The Dark Knight pra assistir até sexta.

Agradeço ao irmão lindo Rodrigo por estar me acompanhando nessa contagem regressiva. Volto aqui pra falar bem, mesmo seja ruim.

Ansiosíssima.

(Bale, ME LIGA ♥)

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