Tudo sobre retrospectiva

Dale, 2017

01 . 01 . 2017

Sem querer, porque eu nem planejei escrever esse texto, tô aqui na vibe de fazer algo parecido com uma retrospectiva. Tava catando aqui os meus posts de fim de ano-ano novo e é uma onda ver como as coisas vão mudando, inclusive o fato de que não consegui “elencar” as melhores coisas do ano passado. Ops, de 2015. Ano passado foi 2016.

Apesar da crise e de Temer, no ano passado eu fui feliz. Cumpri algumas promessas que sempre faço pra mim cada final de ano – não tem jeito, vou viver com resoluções pois amo listas. Fui mais vezes na praia. Eu sempre tive uma conexão forte com a água do mar, e acho que muito do equilíbrio mantido no meio de tanto caos deve ter vindo graças a esse retorno. E acho que voltei a me conectar comigo de várias formas, e me encontrar internamente acabou trazendo também uns desequilíbrios com o exterior. É uma adaptação, né? Bom, eu aprendi a valorizar mais meu corpo, a entender e ouvir o que ele diz, o que é um constante aprendizado. Voltei pros cachos, o que pode parecer algo simples, mas ~aceitar meus cabelos naturais me transformou numa mulher muito mais madura. Também aprendi a me virar sozinha, a ser mais independente. Descobri que sou mais forte, mais segura. Dona da porra toda.

Deixei de me sentir culpada pelas minhas decisões, de me preocupar tanto com o julgamento dos outros. Aceito e agradeço o fato de ser inquieta e teimosa, porque provavelmente são as características que mais me fazem seguir em frente.

2016 também me trouxe um noivado. Falando em crise, vivi  uma série delas, mas sinto que de bom, veio o amadurecimento. Coragem, liberdade, aceitação. Acho que essas são as palavras mais significativas pra definir os dias que passaram.

Em 2017, sei que mais mudanças vão acontecer, e que venham. Ainda não abri meu pote com resoluções pra ver o que ficou pendente e pra encher de novidade. Acho que pra mim significa que nunca em 27 primaveras, um ano foi tão continuidade do anterior. Só que, pra agora, eu espero que todas as mazelas que rolaram tenham sido levadas junto com a espuma do primeiro mar desse ano.

Que seja leve.

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O que eu quero em 2016

31 . 12 . 2015

Esse ano de 2015 foi muito louco. Mas não de um jeito ruim. 2015 pra mim foi bem longo, cheio de plot twists (engraçado, também foi o ano que eu vi menos séries e filme e, consequentemente, vi menos plot twists :P), cheio de novidades. Foi um ano que começou difícil, trouxe um monte de decisões pra tomar. Um ano de muito trabalho, de novos amigos, de novos ares. Também teve menos viagens – e observando agora eu percebi que isso fez muita falta, mas que não caberia fazê-las em meio a tanta bagunça. Teve menos livros. Enfim, eu acho que doismilequinze foi desses anos que são pontos de virada mesmo, de arrumar a casa, organizar as coisas, pensar direitinho, aprender. E seguir em frente.

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Em 2016 eu quero menos expectativas.

Tradicionalmente (mentira, desde 2014) eu coloco algumas resoluções dentro de um potinho. E por coincidência, ano passado entraram 10 papeizinhos e nesse ano também. Sendo que das 10 resoluções passadas, sobraram 4 pra 2016. E tudo bem, sabe? Não se pode fazer tudo, não dá tempo, outras coisas aparecem, encontramos pedras no caminho, blábláblá. Eu tô tranquila. Impressionante notar que as minhas explosões hoje em dia são pontuais, por coisas pequenas, por bobagem. Num geral, acho que hoje eu carrego a vida com mais leveza. Com menos expectativas. Vou fazendo o que tem que ser feito e planejando as coisas que quero, porque é de mim sonhar e ~planilhar tudo, ter metas pra chegar lá. Tento me importar menos com coisas pequenas e procuro fazer mais por mim e pelas pessoas que gosto. Acho que é assim que tem que ser.

Tamo aí, 2016. Chega junto ♥

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Olhando pra trás

08 . 01 . 2015

Comecei o ano olhando pra trás. Li a retrospectiva que escrevi aqui no blog, texto otimista e cheio de coisa bonita que aconteceu em 2014. Fui feliz, sim, fiz coisas que eu precisava, mudei. Aí parei pra pensar em toda a parte ruim, pois faz parte. E faz parte de mim enxergar o lado bad das coisas com mais peso, acho que nunca escondi isso de ninguém na minha vida, e acho que em alguns textos aqui do blog fica bem claro o meu descontentamento com certas coisas. Olhei pra trás e chorei. Fiquei triste. Não queria começar 2015 desse jeito.

Não queria que o primeiro post publicado do ano fosse com essa carga, mas precisava. Precisava porque agora o que eu sinto é uma agonia por começar esse ano. Um frio na barriga, uma vontade de voltar pro recesso, voltar à praia, fingir que ainda não tem ano novo, que não tenho obrigações novas, que não tem pressa. Tem tudo isso. E tem que deixar de ser cagona, besta, tabacuda ou qualquer outro desses adjetivos que eu tenho mania de usar. Tem que deixar e olhar pra frente. Sem muita expectativa, com meia dúzia de vontades e o dobro disso de disposição. Tem que parar com essa história de achar que o ano é um restart, um reset. Não é nada disso, são apenas dias novos, é vida que segue.

Tem que parar de achar que as coisas vão mudar num toque de mágica porque o calendário virou. Tem que acabar com isso de que um ano novo tem novas energias. A meta é ser cética, racional, centrada.

Mas é tudo mentira. Olhei pra trás porque olhando pra frente eu não consigo mesmo me desapegar dessa ~magia e ~energia de novo ano. Não sou cética, não sou racional e muito menos centrada. Eu acredito mesmo que anos ímpares são melhores pra mim, porque nasci num ano ímpar, num mês ímpar, num dia ímpar. Talvez meu maior medo seja que essa teoria caia por terra. Que 2015, despretensiosamente e sem muitos objetivos, seja mais um ano. Apenas mais um. Enfim.

Por agora, vamos em frente.

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Ilustra daqui.

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Os melhores momentos de 2014

30 . 12 . 2014

Chegou a hora, gente! O ano tá acabando e, como sempre, todos reclamam e comemoram. É momento de rever as merdas, admitir os erros, olhar pras resoluções não cumpridas, fazer umas novas (sim, nada vai me impedir, faço mesmo) e ver que, afinal, 2014 não foi um ano tão ruim assim. Pra mim, foi diferente, louco em so many ways e tempo pra descobrir várias coisas. Mantendo o que já virou tradição, dessa vez fiz a retrospectiva numa lista desordenada pra um ano desordenado.

Fausto, vamo nessa distribuir esses troféus pras coisas mais memoráveis de 2014.

Mochilão

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É preciso abrir a porteira com o momento mais lindo do ano. Setembro nunca foi tão maravilhoso. Eu fiz a viagem mais sonhada de todos os tempos, apesar de todos os perrengues e medos no meio do processo. Eu já amava o Chile, a Bolívia e o Peru antes mesmo de chegar e já chorava só de pensar o tanto que eu ia ser feliz em quase 30 dias de andanças. E fui, mesmo. O bom é que chorei tanto antes de chegar lá que durante os passeios eu apenas ria (o que foi um problema para lábios ressecados quase que o tempo inteiro, ahaha). Devo dizer que tive o melhor companheiro de aventuras que se tem notícia, já que eu não imaginava que alguém fosse aguentar uma pessoa tão inquieta e com vontade de fazer tudo como eu. Obrigada, Igor Pimentel. Por essa e por outras, te amo mais que Cusco :P

e prometo posts assim que todas as 700 fotos selecionadas estejam organizadas :)

Restaurantes

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Neste ano, eu comi. Como sempre e talvez em lugares mais baratos que os fancy dos anos passados, mas fui feliz gastronomicamente. Essa foto aí representa a melhor refeição do ano, em Cusco. O melhor de tudo é que não entrei na noia e não engordei, começo a achar que meu metabolismo fica ruim quando sou pessimista. Enfim, foi um ano de muito hambúrguer pois amo e de muito sushi, perdi as contas de quantas vezes dei uma chegadinha no Uzumaki. Obrigada, Uzu, continue barato e gostoso. (Este post não é um publieditorial, me poupem.)

Copa

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Que momento. Sempre amei eventos mundiais e a Copa é certamente o meu preferido. Razoavelmente curto futebol e acompanhei muitos jogos, fiz muita festa em casa e bebi bastante com os amigos. Também acho que o Twitter nunca foi um lugar tão divertido para se frequentar. Foi na copa que tive o post mais ~bombado do ano, por motivos óbvios: objetificação masculina sem medo de ser julgada.

A festa de aniversário

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Cheguei no quarto de século. Nem ia fazer festa, o que causou um pouco de revolta nas pessoas ahaha. Aí, porque eu tenho amigos maravilhosos, resolvemos improvisar um humilde badalo em três dias. Deu certo, foi lindo e cheio de momentos vexatórios e impublicáveis, porque amo demais esse povo <3

Damien Rice

Meu momento musical do ano. Não tava ligada na existência de um possível novo álbum, mas ele saiu. Só não escutei mais porque ele foi lançado no final de outubro. Damien é meu muso do chororô e só eu sei como eu amo essas mazelas que ele canta.

Séries

Eu comecei mais séries do que poderia suportar e parei de assistir algumas que não faziam mais sentido. Acabou HIMYM, finalmente abandonei Big Bang Theory e desisti de um monte de outras novas. Vi muita coisa boa, escrevi sobre duas delas aqui. Meu grande amor ficou nas comédias: Parks & Recreation, Modern Family e The Mindy Project. Tava precisando renovar meu riso.

Tatuagem

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Eu me prometi que ia dar andamento no projeto de fazer todas as tatuagens que tenho vontade. Fiz num momento importante e tô aí pronta pra próxima, como sempre :)

O belo dia em que resolvi mudar

Eu saí do emprego e não fui atrás de outro antes de tentar me entender e entender o que quero fazer. Antes de tentar fazer meus projetos funcionarem ou até mesmo de pensar e começar outros. Tô basicamente tirando um sabático nessa vida, de tentativas, aproveitando tudo de ruim e de bom que isso traz. É duro, é esquisito, mas certamente é o meu momento de descoberta.

Garota Exemplar

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Eu amo David Fincher.  Sou extremamente suspeita pra falar, porque sempre vou arrumar motivos pra elogiar qualquer coisa que ele faça, até merda. Mas ele não faz besteira. Garota… é um belo ~exemplo disso. Fui poucas vezes ao cinema pois mal acostumada com Netflix, mas pra esse fiz questão. Não sou só eu falando bem do longa, então se você não viu, recomendo fortemente.

Este bronze

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Nunca estive tão cor do verão durante o ano inteiro ahahah. Vivi bons dias na praia, na cachoeira, no deserto, no sol. Se tem uma coisa que conquistei em 2014, foi cor. Pra mim é importante porque me sinto linda e saudável, fico feliz de verdade!

Rio

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Falando em bronze, fui ao Rio. Passei apenas um final de semana, mas foi o suficiente pra ficar com saudades e querer voltar assim que possível. Tive alguns problemas com a cidade e outras mil maravilhas pra contar. Em janeiro eu conto :)

Spotify e Netflix

Muita gente já usava, mas o Spotify só chegou no Brasil em maio. Demorei um pouco até aceitar a ferramenta e aprender a usar o tanto de recurso (e olhe que não pago assinatura) que ela oferece, mas hoje não troco por nada. Não tem iTunes certo e eu fico pensando porque cultivei uma biblioteca de músicas tão grande se a vida hoje é no streaming. Isso vale também pro meu amor eterno pela Netflix. Assino desde o ano passado, mas acho que nunca consumi tanto filme e série por lá como agora. O que tá me fazendo ver menos TV, ir menos ao cinema e conhecer menos lançamentos, rs. Mas por 17 reais e muita coisa de qualidade, aceito a condição.

Feminismo

Em 2014 eu realmente me “aceitei” feminista. Aprendi bastante, li muito, comecei a seguir mulheres maravilhosas no Twitter. Vi Beyoncé meter na cara do mundo inteiro a mesma coisa, do seu jeito. Emma Watson também, do seu jeitinho. Ainda não me sinto confortável em escrever sobre o tema, nem acho que é válido ~doutrinar ninguém, ter carteirinha etc. Tenho bastante conhecimento hoje pra saber em que parte do movimento eu me encaixo. Nem gosto dessa palavra movimento. Nem acho que me encaixo em nada. É isso e pronto.

Maravilhas do Mundo

Claro que a vontade frequente de viajar trouxe com ela algumas metas. E com algumas viagens feitas, missões já estão em andamento. Além de ir atrás de aventuras gastronômicas sempre que possível, cismei que quero juntar globinhos de neve glitter das sete maravilhas. É um troço brega porém emocionante, pois agora tenho 2 de 7 <3

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Fails

Um ano sem erros não é um ano memorável. Além de ter pisado na bola no meu planejamento e ter ficado sem grana e sem poupança, eu: 1 – caí da escada e ainda bem que tô aqui pra contar a história; 2 – perdi altos blocos no carnaval e aprendi que pra não estragar minha festa, não devo esperar ninguém e brincar linda e egoísta em 2015; 3 – percebi que não é engraçado ser desastrada sempre e derrubei celular três vezes no chão. Na primeira, perda total, troquei de celular. Um mês de celular novo e o danado caiu, quebrou o vidro da frente. Uma semana de conserto, caiu de novo e quebrou o vidro atrás, aí é brincadeira ou muita zica ou encosto. Ele continua quebrado e acho que agora isso criou uma capa de invisibilidade protegendo contra novos danos :P

Acho que é isso. Vem que tem, 2015!

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