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Tudo novo de novo

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Eu gosto de uma página em branco. Quando eu escrevo num caderno e rasuro, ou acho minha letra feia, geralmente eu arranco a página e começo de novo. E isso também serve como metáfora pra umas coisas da vida.

Acho importante estabelecer uma rotina e não sou uma pessoa “enjoada”. Mentira, sou. Mas vejam, se eu tenho amigos de década, namoro a mais de um ano (recorde! rs), porque eu não posso segurar um tempão em um trabalho? Posso. Mas do mesmo jeito que fico insatisfeita com a escrita em uma folha de papel, rasgo e começo de novo, faço isso quando vejo que o lugar onde passo 8 horas por dia poderia ser diferente.

Hoje começo de novo, menos de dois meses depois, em um novo emprego. E que seja um período longo e bacana pra mim profissionalmente e ~emocionalmente~.

Eu me pego relendo esse post, leiam também ;-)

Sobre o amor pelo trabalho

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Confúcio, por Karin Åkesson

Sempre acreditei que poderia fazer alguma coisa que eu realmente amasse, e que isso ia me dar uma boa grana. Depois que caí na real de que não poderia ser arquiteta, engenheira civil ou engenheira eletrotécnica – porque não gosto de geometria, cálculos e não tenho paciência pra ciências exatas – percebi que nem sempre o amor é correspondido nesse caso profissional, assim como em qualquer outro. Eu era apaixonada e tinha várias revistas de arquitetura, mas ela tinha princípios básicos que não rolavam pra mim. E aí você vê que precisa procurar alguma coisa na qual você se encaixe. Porque o mundo não vai mudar pra você, né?

Bem, saindo dessa consultoria vocacional, rs, percebi que meu negócio era Comunicação. Que barra. Vou morrer de fome. Na época que prestei vestibular, Publicidade parecia a melhor opção pra mim, que queria focar em ~coisas online~. Hoje, no último ano de curso, não me arrependo da escolha (talvez da faculdade). Eu sou doida por esse troço. E acho que realmente tenho vocação pra isso.

Demorei pra perceber o que eu poderia fazer dentro da área até encontrar. Encontrei e fui atrás de emprego. Achei, fiquei, gostei, saí de dois ou três. Peguei ótimas experiências. Só que o amor…ainda não achei o amor. Aliás, até achei. Mas tive medo de me logo jogar nele de cabeça. Só que até pra isso tem timing também. E aí eu pergunto: Será que rola fazer o que se ama primeiro, e deixar o dinheiro, os benefícios, a zona de conforto, pra depois?

Calma, cara

O meu jeito de levar a vida é sempre nessa coisa emocional. Penso pouco só com a cabeça. Talvez seja por isso que choro tanto. E acho triste, muito triste, fazer o que você não gosta. Seja lá por dinheiro, comodidade ou até necessidade mesmo. Quando me vejo nessas situações, onde o amor acabou, ou nunca existiu, fico agoniada. É isso que me incomoda agora. Ainda mais quando existe amor fora da zona de (des)conforto.

Concordo muito com essa frase que coloquei aí no início. E é isso que quero seguir daqui pra frente. E recomendo. Dá um jeitinho aí, se organiza. Junta uma grana, engole mil sapos nesse trabalho chato que você tá hoje, lida com chefe mala, xinga, se estressa, chora. Mas pensa no que você queria fazer. Pensa se não dá pra tentar arriscar transformar teu amor platônico em algo concreto. E tenta.

~Aguardem cenas dos próximos capítulos, que esse post foi bem desabafo.

Home gordo office

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Passei um tempão pensando no que eu poderia fazer para otimizar meu tempo. Sim, porque diariamente eu me dividia em 4 turnos: estágio 1 > estágio 2 > faculdade e, no meio de tudo isso, os projetos da Gomo. Farrapei muito com as aulas à noite (e continuo, falta-me paciência para esse 6º período) e dormi pouquíssimo nos últimos 3 meses, até tomar uma daquelas decisões barrapesadas da vida: ou eu piso no freio ou eu tenho um piripaque.

Acabei saindo do estágio 1 lindo, onde aprendi muito e fiz amigos incríveis, pra ficar em casa no estágio 2 e nas atividades gomísticas. E assim economizo a) tempo: Recife tá com um trânsito foda e, como eu sou suburbana, tudo é longe da minha quebrada. b) dinheiro: menos passagem/menos gasosa no carro.

Além do meu cachorro latir demais, uma coisa que eu percebi no primeiro dia da nova rotina é que vou comer muito mais. Eu já sou boquinha nervosa, me alimento porque preciso-gosto-tôfeliz-tôtriste-tôqualquercoisa. Imagina com a oferta diária de uma cozinha do lado do escritório?

setembrovia @PierreLehnen

Não tô com medo de engordar, tô com medo de explodir.